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Organizando meus arquivos…

Isso é báscio. É preciso ter organização, se livrar das tralhas, e manter o barco andando. Eu venho cada dia mais, me concientizando e tomando controle sobre minha vida, meu tempo e minha “to do list“. O processo já vem se desenvolvendo há algum tempo. Tenho adotado algumas técnicas novas, como GTD por exemplo, e venho modificando muitos hábitos que estavam errados na minha forma de trabalhar e só causavam atrasos, inércia, e a consequente falta de tempo. O processo é longo, e deve durar toda a minha vida, mas já começo a perceber um maior controle sobre certas coisas, e um pouco mais de tranquilidade. Nesse processo todo o blog acabou ficando de lado, pois haviam coisas mais importantes para serem feitas. Aos poucos pretendo retornar ao blog, de forma mais consistente e que evite novamente essas paradas longas.

Bem, no que diz respeito a fotografia, estou no processo de organizar meu arquivo de fotos. A ferrementa que utilizo para esse fim é o Lightroom. Hoje em dia faço 90% da edição das fotos nele, e agora estou também utilizando o software para organizar os arquivos. De forma simplificada, o que faço é :

- Importar as fotos em diretorios (folders) organizados por data. No HD eles ficam, por exemplo, D:/2004/12/05/ xxxxx . JPG. Depois de ler bastante sobre o assunto, cheguei a conclusão que essa é a forma mais racional de trabalhar os arquivos. Primeiro foi necessário importar todas as fotos no Lightroom, que recriou os diretórios dessa forma, por datas. Criei dois “catálogos“, um para trabalho e outro para fotos pessoais. O catálogo de fotos pessoais tem em torno de 20.000 fotos e o de trabalhos tem um pouco menos e já está bem organizado.

- Essas fotos então aparecem no Lightroom organizadas por datas (que foram gravadas nos arquivos pela camera, Metadata). Agora é preciso criar meios para facilitar a busca e acesso a essas fotos. Então, estou visitando cada data e criando “coleções” com fotos que devem estar agrupadas. Uma foto pode pertencer a mais de uma coleção sem ser duplicada e sem nenhum diretório precisar ser criado. Estou no começo desse processo de criar as coleções, e sub-coleções. Quando crio, por exemplo, a coleção aniversários, dentro posso ter as sub-coleções : 11 meses Gabi, 2 anos Gabi, Daniel 30 anos, etc etc…Vou criando as coleções a medida que “descubro” as fotos.

- Em paralelo estou adicionando “tags” as fotos. Essas tags, bem comuns em aplicativos como o Flickr, são palavras associadas a foto. Por exemplo, uma foto pode ter tags como : praia, sol, familia, beijo, mar, agua, nuvem, cor, vermelho, cumbuco… etc etc. Isso facilita uma posterior busca no catálogo. Posso buscar fotos que tenham as tags praia, gabi, bola, por exemplo, e provavelmente encontrarei o que quero de forma mais rápida e eficiente.

- Outra coisa que venho fazendo é marcando algumas fotos como 5 estrelas. As melhores. Assim, posso refinar ainda mais minhas buscas no arquivo.

O Lightroom ainda proporciona buscas por Metadata, como modelo de camera, lente, ISO, velocidade, data, etc etc… Todas as informações que a camera grava junto ao arquivo.

Isso será um processo longo e que ainda está muito no começo, mas, quando terminado, me dará um arquivo muito organizado e com fácil acesso. Afinal, essas fotos são importantes demais para ficarem esquecidadas dentro do HD. Faço quando tenho tempo, e as novas fotos que venho fazendo, já são taggeadas logo que são importadas.

O melhor disso tudo é que no meio do processo estou descobrindo fotos que nem lembrava mais, e agora vejo com outros olhos. Coleções inteiras de fotos, eventos, retratos, coisas que estavam guardadas no fundo da gaveta e com o tempo ganharam muito valor. Estou separando várias dessas fotos, e os próximos posts serão sobre elas. Fotos do arquivo, que considero interessantes e que nunca publiquei aqui.

As fotos a seguir foram feitas em SP, em setembro de 2004. A camera era uma olympus de filme, compacta e muito boa camera.

Abraços

Daniel

PS. Falei sobre o Lightroom, e usei várias palavras que se referem esse software. Esse post não tem a intenção de ser um tutorial, e eu sei que muitas pessoas não utilizam o Lightroom e talvez nem saibam do que se trata, e nem querem saber. Se você não entendeu nada, basicamente o que estou fazendo é catalogar minhas fotos, que são muitas e precisam de alguma forma de organização eficiente. Em breve, após a retomada de rítmo aqui no blog, pretendo fazer uma série de posts sobre Lightroom e meu workflow digital.

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Usar ou não o Photoshop?

Muita gente me pergunta se uso Photoshop ou não. Claro que uso. Uma ferramenta tão poderosa como o Photoshop não deve ser ignorada. Hoje fotografo exclusivamente com digital, e nesse caso preciso ainda mais dele, já que não tenho mais o laboratorista para corrigir meus erros. Essa é uma discussão complicada e que tende a ferver em alguns foruns mais puristas da internet. Na minha opinião, a discussão sobre equipamento, photoshop e técnica não é a mais importante. É como analisar a tela de um pintor através do pincel que ele usa, ou da tinta. Como se a música que saía da boca da Elis dependesse do microfone ou do piano que o Mariano tocava. Fotografia é luz, é sensibilidade…Photoshop pode, e deve, ser usado para evidenciar, esconder, “melhorar” uma sensação, um sentimento ou uma estória que precisa ser contada. Todas as ferramentas, sejam elas lentes, cameras ou computador, devem ser usadas para a construção de uma idéia, e com um propósito. Na minha opinião toda essa discussão sobre filme e digital, photoshop ou não, etc, perde completamente o sentido pois:

….

1. No passado, na escolha do filme, já estavamos imprimindo nossa marca na foto. Existem filmes que distorcem as cores, outros que produzem contraste exagerado, alguns têm um vermelho “espacial”…e alguns retiram totalmente as cores de uma imagem. Quando escolhíamos o filme, estavamos modificando e alterando a realidade.

2. Lentes grande angular, teleobjetiva, tilt-shift, sof-focus, etc, alteram e produzem imagens completamente diferentes de uma mesma cena. Quando escolhemos a lente, estamos modificando e alterando a realidade.

3. Quando olhamos no “viewfinder”, enquadramos uma cena e clicamos, alteramos a realidade. Mostramos só uma parte dela, escolhemos o que, para nós, é relevante em uma cena. Estamos modificando e alterando a realidade.

4. Dentro de uma sala escura o fotografo criava sombras e luzes nas fotos, escolhia papéis com menos ou mais contraste, usava processos químicos diferentes, modificava os filmes….tudo com a intenção de alterar e adaptar a realidade a visão pessoal dele.

5. Os fotografos documentaristas, por exemplo, chegavam a fazer 5.000 fotos em uma viagem de 1 semana. Escolhiam 5 para ir a revista. Isso é uma distorção. Uma visão pessoal de algo muito mais amplo. Uma alteração da realidade.

Alguém por aí anda dizendo, e todos já ouviram isso, que fotografar com digital é muito mais fácil. Que a fotografia digital perde o valor pois não dá trabalho. Muito melhor é usar uma máquina com tecnológia de 30 anos atrás e um filme. Isso é ridículo. A ferramente, a mídia, seja ela filme, digital, ou alguma coisa de outra dimensão, deve ser utilizada para a criação de uma idéia. O resultado final é o que importa….e o resultado final da fotografia é a imagem.

Entre filme e digital, você deve usar o que achar melhor… a arte está na sua cabeça.

Fotografia não é realidade. Realidade não existe.

Daniel

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Marinheira e seus dois meninos.

Quem circula pela internet e costuma ler blogs, não ficou indiferente as palavras escritas nos últimos meses no Blog da Renata. Mãe do Vinícius e com o Gabriel na barriga ela descobriu, no início do ano, que o filho mais velho tinha leucemia. A família começou então uma batalha contra a doença. Logo, por toda a internet, em toda a rede de blogs que tratam da relação de pais e filhos, foi criada uma corrente de solidariedade. As mães passaram a visitar o blog da “Marinheira e seus dois meninos” e deixaram seus recados e mensagens positivas.

Post a pós post, a Renata narrou a batalha do filho contra o câncer. Post após post, fomos aprendendo com ela e crescendo juntos. É impressionante reler tudo, desde o início, e perceber a força dessa mulher. Eu acompanhei a estória desde o começo, logo quando quando vi a notícia na Lú Brasil. Não conhecia a Renata, e nem acompanhava o blog antes, mas a força dela me fez voltar a cada post. Na torcida pela recuperação do Vinícius estavam centenas de mães, alguns pais como eu, e provavelmente mais uma centena de anônimos, de todo os lugares do Brasil. A cada dia deixavam 200, 300 recados no blog. Muitos ficavam a espera de notícias, atualizando a página a toda hora, esperando asiosamente por um novo post. Conseguíamos sentir a solidariedade de todos.

Confesso que é impossível ler o blog e não imaginar isso ocorrendo com nossas famílias. Tenho uma filha de 2 anos e 8 meses, mais ou menos a idade do Vinícius, e acabei pensando muito no assunto. Mas o que realmente me levou a ler diariamente os textos foram as palavras, dessa pessoa iluminada que se mostrou a Renata. Seus textos, de certa forma, me confortavam. Isso é difícil de aceitar pois era ela quem estava passando por tudo, ela quem precisava de conforto, não eu. Muitas vezes, como no post onde ela fala sobre a morte do filho, senti uma estranha felicidade, obviamente triste por tudo que acontecia, mas feliz por estar lendo aquilo e recebendo toda aquela energia positiva dela. Os olhos se enchiam d´agua e batia um frio na barriga quando fomos, aos poucos, percebendo a gravidade do caso e o desenrolar da doença e do tratamento. Quando terminava de ler os posts, estava louco para abraçar minha filha, beijá-la e aproveitar cada minuto, não com medo de doenças ou de morte, mas porque ela merece. Esse era o sentimento que tinhamos ao ler os textos.

O registro está no blog e carregado com toda a força das palavras e dos fatos. Tenho muita admiração por essa mãe, apesar de não conhecê-la, espero que tudo se encaixe novamente no lugar e a família consiga restaurar a estabilidade perdida. Que eles consigam econtrar novamente um pouco de paz, e que o Vinícius fique sempre como uma memória viva e maravilhosa na mente dos pais.

Sempre com seu uniforme do Botafogo e um sorriso no rosto.

Daniel

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Susto.

Gabi hoje me deu um susto…

Ela estava na sala…vendo TV. Eu na minha bolha, no computador. O Susto eu tomei quando escutei o grito..”o Barney !!…vai começar o Barney !!”. Ela já estava ao meu lado. Eu não percebi que ela havia chegado. Tive que ir até a sala, de mãos dadas com ela, assistir alguns minutos de Barney. Ouvi-lo cantar as “músicas da Xuxa” de forma diferente, me incomoda um pouco, mas o pior são os episódios repetidos…A Gabi nem se importa…já decorou todos e está satisfeita assim.

Eu tento fazer minha parte de pai. Já sei, por exemplo, que os Backyardingans são 4…ou são 5 ?…Deles eu conheço os nomes, algumas partes da música e sei que eles dançam engraçado. Conheço um cachorro vermelho…o Cliford….Sei que a Pink Doo tem grandes idéias, pois as vezes ela chega me dizendo : “Pai, tive uma idéia…estou pensando grande !!”. Ahh, e também sei que a Madeleine fala francês. Todo esse conhecimento facilita minhas longas conversas e discussões com a Gabi e aumenta, consideravelmente, meu poder de persuasão em situações críticas.

O que realmente não sei, é o que esses canais de TV tem…a Gabi, adora !….eu não. Antes dela nascer nós pansávamos muito em como regular TV….outras formas de estimular, etc. Bem, só temos uma aqui em casa, fica na sala e é compartilhada por todos, apesar de só passar desenhos. Evitamos que nossa filha fique muito tempo lá, na frente da tela….mas…as vezes é um grande alívio. Ela lá quietinha, concentrada, e nós descansando.

No fim, até que ela aprende umas besteiras. Sabe por exemplo falar “merci beaucoup”.

Já podemos morar em Paris !!

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O Mickey pelo menos é do meu tempo.

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Os gulosos e os fastiosos.

Não sei se vocês já tiveram essa impressão, mas as vezes parece que os médicos são um grupo organizado com o único objetivo de te fazer pular de consultório em consultório…É como se eles ficassem trocando favores. Me manda 1 que eu te devolvo…Plano de saúde paga pouco, então vamos nos ajudar….E assim você vai para o pediatra e sai com 10 vacinas para dar, neuropediatra pra visitar, oftalmo, dentista, fisioterapeuta….Um novo tipo de leite que custa 3x mais que o anterior…umas 3 ou 4 vitamas…Você olha pro seu filho e ele tá lá normal. No máximo com uma gripe besta. Mas….não somos médicos….e começamos a maratona, fazemos tudo e ainda ficamos com medo, pois tem uma estória, sempre tem….de uma criança, não se sabe onde, que morreu de gripe.

Gabriela foi ao oftalmologista hoje….a consulta “de rotina” era as 10h, atrasou, claro….bem mais de 1h…Alguém por lá resolveu dar biscoitos e suco a ela. Ficaram impressionados como ela devorou o suco de cajá. Eu não fui, mas posso imaginar a recepcionista, constrangida com o atraso, tentando agradar - “Ela é ótima pra comer, não é ?”. Ótima pra comer !!!??!….Gabi chegou em casa pro almoço e é claro não comeu nada. Cuspiu, sujou a mesa…pediu batata frita…queria comer sozinha…com a mão…pediu bolo…eu desisti na batata frita, mas a mãe,ansiosa e preocupada, tentou alimentá-la até se estressar. Ela não comeu quase nada e foi dormir…tranquilíssima.
A “fastiosa” acordou no meio do calor que fazia a tarde…estava tranquila e com um pouco de fome.

E nos olhos, não havia nada…nada de errado…só o habitual brilho.

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Conclusão…não se deve comer em consultório médico…

Amanhã…falo mais sobre a foto.

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