De volta…

Algumas fotos recentes da Gabi.

Me desculpem a ausência nos últimos meses. Estive sem atualizar meus dois blogs, sem responder comentários, etc. Muito trabalho acumulado, mas as coisas estão entrando nos eixos, devagar, mas melhorando.

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Como vocês podem ver, ela cresceu um bocado, anda bem poser e cheia de caras e bocas. Fiquei um bom tempo sem fotografar ela, só pegando na camera para trabalhar, totalmente esgotado e sem inspiração.

Fora os trabalhos acumulados, está tudo em paz aqui.

Abraços

Daniel

Livros de fotografia: Divided Soul e Istambul

Eu sempre gostei de livros de fotografia, não os técnicos, mas os que trazem as fotos quase sem texto, mas tenho muito poucos. O problema era justificar a compra de livros caros, sem nenhuma utilidade específica. Hoje trabalhando como fotógrafo tenho todas as justificativas do mundo para comprar esses livros. Fiz um pacto comigo mesmo e vou adquirir esses livros com mais frequência, a medida que bons contratos forem assinados.

Recentemente recebi dois desses livros. Comprei pela Amazon e recebi em casa, depois de um pouco mais de 1 mês.

Divided Soul : David Alan Harvey

David Alan Harvey é um fotógrafo muito conhecido por seu trabalho carregado de poesia e lirismo. As fotos dele trazem composições complexas, cores vibrantes, sensações. Foi um dos primeiros fotógrafos que descobri e que me fizeram repensar a forma de ver a fotografia, ainda quando folheava as páginas da National Geopgraphic qurendo ser um fotógrafo da revista. Eu ficava fascinado com as histórias, o processo envolvido em um trabalho como esse, as cameras Leica com os chromos subexpostos, as culturas de outros povos, cores, composições, arte…

Nesse livro ele faz uma seleção de fotos feitas ao longo de vários anos em países que de certa forma sofreram influência das culturas portuguesa e hispânica. São fotos de Cuba, Espanha, Trinidade, Brazil, etc, que mostram a mistura das culturas da penísula ibérica com o espiritualismo, misticismo, musicalidade dos índios e africanos que formaram esses países. As fotos são cheias de sensualidade e mostram o fascíniodo fotografo pelos povos e lugares fotografados.

Eu, particularmente, adoro a força das fotos, as cores são sempre ricas e, principalmente, elas me passam sensações fortes, muitas vezes de paz, sensualidade e espiritualismo. Reparem nas cores, nas sombras e como tudo na foto contribui para a composição e para o clima criado. Pura inspiração.

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Istambul, a city of a hundred nanes – Alex Webb

Alex Webb, também da magnum, faz um trabalho igualmente exuberante e autoral. Suas fotos são caracterizadas por composições complexas, uso de espaços negativos de sombras, cores fantásticas, e uma habilidade de transferir para os quadros as histórias complicadas e com conotações políticas e sociais. No livro Istambul, ele explora a cidade, que já foi Constantinopla, buscando interpretações sobre diversos fatores que caracterizam esse povo com uma cultura antiga, tradições milenares, e que fica tão próximo da Europa, no Oriente Médio.

Na minha opinião, o trabalho dele é genial, me enche os olhos. Posso passar horas olhando para cada foto, vendo detalhes, deixando meu olho caminhar pelas linhas e espaços.

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Essa é uma das formas que uso para buscar inspiração. Folhear um livro desses é uma experiência muito mais interessante que ver essas fotos na internet.

Prentendo aumentar muito minha biblioteca ao longo dos próximos anos.

Abraços

Daniel

De volta de Natal.

Retornei ontem de Natal. O Workshop que fiz lá, com o Vinicius Matos, foi tudo de bom.  Aproveitei ao máximo e ainda sobrou tempo para diversão. Coloquei no www.danielnobre.com um post sobre o workshop, cheio de fotos.

Os que acompanhma esse blog desde o primeiro post, quando lancei o sonho de ser fotógrafo, sabem que esse ponto em que estou já é a realização de um sonho. Imagina só : Fui para outro estado, para aprender sobre fotografia de casamento com um dos melhores fotógrafos do Brasil nessa área, e esse investimento foi pago pela fotografia, que já uma realidade na minha vida. O Vinicius, o próprio, fez um post no Blog dele onde falou sobre o Workshop, e fez um parágrafo só pra mim…rsrsrs…e  meu trabalho…Ele vem me empurrando já há alguns meses para tomar decisões importantes e está sendo um verdadeiro “despertador”, me tirando da inércia e do sono. É ótimo fazer amigos que te botam para a frente.

Senti uma saudade danada da Gabi e da Raquel, durante a viagem, trouxe uma bonequinha pra ela, Gabi. Programei a viagem toda para ficar menos tempo longe delas, ontem quando cheguei já fomos almoçar juntos e deixei Gabi na escola.

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Enfim, vale a pena seguir os sonhos e correr atrás do que você quer. Está dando certo comigo, e espero que seja só o comecinho de uma carreira duradoura.

Só mais uma…

Algo que vem acontecendo comigo, as vezes :

Telefone toca.

- Daniel, aqui é “fulano”, tô te ligando pois estou com os projetos do arquiteto “sicrano” e quero fazer umas imagens.

- Só tem um detalhe, estou super atrasado com os prazos e preciso disso urgente e com um precinho camarada pois meu orçamento está limitado.

<EU> – Oi fulano, tudo em paz, como andam as coisas? Bem, já há algum tempo que me desliguei da empresa e estou me dedicando a outra profissão. Não faço mais ilustrações eletrônicas, mas a empresa continua funcionando. Liga para o meu irmão que ele te atende e com certeza fará um trabalho de alta qualidade.

- Ah então tá ótimo, qual o tel dele….?

Essa conversa era algo que eu sonhava, imaginava, queria muito… Em algumas fases da minha vida era tudo que eu queria, pagaria fortunas para ter isso. rsrsrs… agora cheguei lá. Bom, não é?

Não há nada como um “não”, dito com segurança, confiança, tranquilidade…

Por último, uma dica para quem está na região Centro-Oeste e quer aprender fotografia

www.escoladeimagem.com.br

Abraços

Daniel

Notícias de útima hora… muito boas por sinal.

Só para deixar registrado aqui que o trabalho com fotografia está indo bem, e melhor do que eu esperava. Fiz algumas projeções e previsões para esse ano. Agora, em junho já atingi minha meta de casamentos para esse ano, e também a meta financeira, Ainda faltam seis meses para o ano terminar e daqui para a frente tudo já está acima das expectativas. Venho buscando me especializar mais e estou começando a encontrar caminhos para definir meu estilo, abordagem, forma de trabalho, etc. Tem muitas coisas ainda pendentes e que precisam ser melhoradas, algumas bem urgentes, mas estou trabalhando para isso.

No Meu Blog/Site profissional, www.danielnobre.com, acabei de fazer um post com outras duas notícias bem legais e uma dica para quem quer aprender e evoluir na profissão. Passem por lá.

Abraços

Daniel

Filminho… de vez em quando é bom.

Gosto de fotografar com filme.

O Motivo não é a qualidade das fotos, nem o grão, nem a latitude (capacidade do filme de suportar variações de exposição), nem algum outro aspecto transcendental dos filmes. Hoje com as cameras digitais super tecnológicas, a qualidade das imagens, se comparada a filmes normais de 35mm, é muito superior em todos os aspectos. A questão não é essa, pelo menos para mim e para meu uso pessoal.

Fotografar com filme é divertido por causa do processo que envolve cada fotograma que avança.

Cada foto é pensada, valiosa, estudada. Focamos muito mais na composição da cena, pensamos na idéia, avaliamos a luz, testamos ângulos e só então clicamos. As vezes desistimos da foto e tentamos outra idéia. Outras vezes clicamos na pressa para fotografar um momento. Tem situações em que partamos o botão sem querer e lamentamos o frame perdido… Cada foto passa ter mais valor, tanto pessoal, quanto artístico. O fato da contagem de frames ser bem limitada, do fator “custo” envolvido em cada rolo, e a responsabilidade de estarmos imprimindo de forma permanente e definitiva a imagem em um aparato físico, nos coloca essa responsabilidade.

Nas cameras digitais a foto não existe realmente, é feita de dados, você não pega nela até imprimir. Não tem cheiro, nem cor, nem peso. É de “graça” (grande ilusão), então clicamos sem parar, sem pensar e sem dar valor nenhum a cada foto.

Pelo menos para mim, o processo de fotografar com filme é muito diferente do digital, é mais prazeiroso e interessante.

Eu sinceramente aconselho a todo fotógrafo, que quer aprender mais sobre fotografia, desenvolver o olhar, a técnica, a paciência, que procure uma camera de filme e fotografe alguns rolos de vez em quando. Mal não faz.

As fotos a seguir são selecionadas de uns 4 rolos de 36 poses que revelei recentemente. Elas foram escaneadas em minilab (o que causa uma perda de qualidade) e sofreram leves correções no Lightroom. Em algumas apliquei efeitos mais fortes e outras converti para PB.

A primeira sequência é de algumas fotos, na sua maioria feitas no Zoo de Brasília, durante nossa viagem para lá.

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Essa segunda sequência é de fotos feitas no Cumbuco, há 1 mês e pouco.

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Essa última, ainda de Brasília é só pra ilustrar o fato de que muito mais importante em uma fotografia, além de cameras, lentes, etc, é um bom sorriso honesto.

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Coloquei umas 20 fotos, poderia ter colocado as 140, e poucas, resultantes dos 4 filmes. Tranquilamente, só apagaria umas 4 ou 5.

Abraços e uma ótima semana.

Daniel