Vida de Fotógrafo: O ninja invisivel.

Tenho lido bastante o blog do fotógrafo inglês, especializado em casamentos, Jeff Ascough. Ultimamente ele vem escrevendo bastante sobre a simplicidade, a teoria do menos é mais, menos equipamento, menos fotos, menos interferência. Isso tudo, na opinião dele, ajuda no estilo fotográfico que ele adota e o torna um ninja, invisível.

Ele é um dos Top do mundo e é muito respeitado. Eu sou fã dele e confesso que meu queixo caiu quando vi suas fotos pela primeira vez. Digo com todas as letras que se fosse casar novamente, e dinheiro não fosse problema, contrataria ele, sem dúvida. Jeff se enquadra, ou enquadram ele, no estilo de fotojornalismo, que é onde me identifico. Ele simplesmente vai a festa, não interfere em nada, fotografa o que vê, o que sente, e o que quer. Tudo bem, o cara é o Jeff Ascough, então ele pode, tem licença para fazer isso. Ele pode criar a vontade, pois quem contrata ele, e paga uma fortuna, já espera isso. Eu, obviamente não faço isso, mas admiro o estilo e sigo as mesmas idéias básicas.

No blog, ele fala bastante sobre uso de lentes prime, claras, ISOs altos e usa o flash só em ocasiões extremamente necessárias. Prega que o fotógrafo deve pensar antes de clicar, segurar o dedinho nervoso, pensar mais, buscar a boa luz, compor a imagem de forma consciente, e só depois fazer a foto, as vezes em um único clique. Eu adoro o que ele escreve.

Bem, hoje fotografei um batizado, com uma recepção em um restaurante bem legal. Muita gente feliz, pessoas visívelmente envolvidas com a família, com a história do bebê, gente de bem, educada, muito carinho no ar, enfim, um paraíso para o fotógrafo que busca emoção. Lembrando do Jeff, aproveitei e coloquei em prática algumas técnicas ninja para ficar invisível. Também testei o contrário e observei a reação das pessoas.

Vou descrever aqui o que fiz e como abordei o evento:

Trabalhei sozinho, o evento era para umas 80 pessoas, começou por volta das 16:00hs.

Na igreja, alguns pontos importantes:

- Na Cerimônia, não dá pra ser ninja. Acontece rápido, o melhor é ir na segurança. Somos profissionais, sem licença para fazer o que quisermos, e não dá para brincar com as fotos do cliente na hora H.

- Usei duas cameras, a D700 com lente 24-70 2.8 + Flash SB800, D80 + 85mm 1.8 + SB800.

- Os flashes ficaram desligados quase o tempo todo, usei como segurança pois a cerimônia foi no fim de tarde e a luz natural que ainda iluminava a igreja poderia perder qualidade rapidamente.

- Fotografei com as lentes bem abertas em f2.0 ou f2.8, ISO 800 na D80 e 1600 na D700. As velocidades ficavam em torno de 1/125.

- Um cara circulando pela igreja, com duas cameras + flashes, chama atenção, não tem jeito.

- A única técnica ninja que utilizei foi desligar o flash. Nada demais. Também busquei andar pouco, e quando fiz, foi de forma suave, sem correria.

- As pessoas estavam concetradas na cerimônia, então consegui disfarçar um pouco, mas passei longe do invisível. As fotos que fiz em que não fui percebido, foram feitas com a tele, 85mm, na maioria dos casos.

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Abaixo: Dormindo é fácil… Nem sei se a senhora de amarelo estava no batizado ou era penetra na igreja. A foto do garoto foi sorte, vi e fotografei, rápido. D80 85mm.

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No restaurante, onde aconteceu a recepção.

- Usei apenas a D700, lentes 35, 50 e 85, inclusive para os retratos em grupo. ISO alto 2000, 3200, sem flash na maioria dos casos.

- Andava com uma bolsa, com as duas lentes que não estavam na camera e o flash. Tirava o flash apenas para as fotos posadas. A bolsa (uma de couro preto, tipo notebook), ficava para trás para disfarçar.

- Tentei utilizar a 85mm no início, mas… para fotografar com ela eu assumia a postura de espião, ficava meio nas sombras, tentando captar algo de longe. Isso gera desconfiança nas pessoas, os convidados ficavam me observando. Guardei a lente.

- Após guardar a 85mm, utilizei muito a 35mm, cheguei bem perto das situações em alguns dos casos, perto mesmo, dentro da cena. Nínguem nem olhava para mim, as vezes parecia que eu não existia. Fazia a foto e partia para a próxima sem ser notado. Em algumas ocasões fui denunciado e perdi a cena.

- Evitei usar a camera no pescoço, deixava de lado, escondida, quando lembrava. Ela só vinha ao olho quando precisava. O logo da Nikon na alça da camera é luminoso e chama muita atenção, vou comprar uma alça nova, preta e mais confortável.

- Depois de um certo tempo, com as pessoas mais concentradas na festa, consegui até utilizar a lente 85mm sem receber muitos olhares de desconfiança.

- Fiz muita foto interessante, meu cérebro entrou no modo piloto automático e nem percebi o tempo passar.

Com a 35mm cheguei bem perto na foto abaixo. Queria fotografar a Tinkerbell desde o início da festa e esperei a oportunidade certa.

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Eles passaram boa parte da festa olhando essa camera. Essa eu fiz com a 85mm.

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Minha conclusão hoje foi:

- As vezes chegando muito perto, você causa menos desconfiança nas pessoas do quê utilizando uma 70-200 branca 2.8 de longe, escondido nas sombras.

- Menos equipamento ajuda a colocar você no meio dos convidados e passar despercebido. 3 lentes são suficientes para cobrir muito bem uma recepção.

- As grande angulares são ótimas para te colocar dentro da cena, chegar perto, trocar olhar com as pessoas, trocar sorrisos, interagir, ganhar confiança.

- Flash é ruim para quem quer ser invisível. Te denuncia quando é disparado, e faz um volume em cima da camera que fica gritando “fotógrafo, fotógrafo, fotógrafo” como se fosse uma sirene. Melhor deixar ele guardado e só tirar quando for muito necessário, mas é bom que fique bem perto.

- Tenho muito o que aprender.

Na foto abaixo, me aproximei, medi a luz, pensei no enquadramento, esperei e fiz as duas fotos. Na primeira foto parece que ela está posando. Ela não percebeu nada. D700 35mm.

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Na foto abaixo consegui um enquadramento interessante. No fundo estão a mãe e o padrinho do bebê batizado. Vi que eles estavam conversando, tinha emoção, quando fui dar a volta, para ir até lá fazer mais fotos, fui parado por um convidado pedindo foto posada. Perdi as fotos , bem mais interessantes, da mãe e do padrinho. D700 35mm

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E o Jeff Ascough? Acho ele muito bom, sou fã. Admiro o estilo dele de fotografar e assino embaixo de tudo que ele vem escrevendo sobre simplicidade, discrição, etc. Quem sabe? Um dia alcanço essa linceça artística que ele tem.

If your pictures aren’t good enough, you aren’t close enough”

Robert Capa

Não vou dizer que essa é uma série de posts, ou uma categoria definitiva no blog, mas pretendo falar mais, com mais frequência sobre os bastidores dessa nova vida de fotógrafo. Muita gente me pergunta como eu trabalho, que equipamento uso, e espero que esse post e a “nova categoria”, Vida de Fotógrafo, ajudem.

Abraços

Daniel

PS. Não deixem de visitar o www.danielnobre.com tem fotos novas por lá.

De volta de Natal.

Retornei ontem de Natal. O Workshop que fiz lá, com o Vinicius Matos, foi tudo de bom.  Aproveitei ao máximo e ainda sobrou tempo para diversão. Coloquei no www.danielnobre.com um post sobre o workshop, cheio de fotos.

Os que acompanhma esse blog desde o primeiro post, quando lancei o sonho de ser fotógrafo, sabem que esse ponto em que estou já é a realização de um sonho. Imagina só : Fui para outro estado, para aprender sobre fotografia de casamento com um dos melhores fotógrafos do Brasil nessa área, e esse investimento foi pago pela fotografia, que já uma realidade na minha vida. O Vinicius, o próprio, fez um post no Blog dele onde falou sobre o Workshop, e fez um parágrafo só pra mim…rsrsrs…e  meu trabalho…Ele vem me empurrando já há alguns meses para tomar decisões importantes e está sendo um verdadeiro “despertador”, me tirando da inércia e do sono. É ótimo fazer amigos que te botam para a frente.

Senti uma saudade danada da Gabi e da Raquel, durante a viagem, trouxe uma bonequinha pra ela, Gabi. Programei a viagem toda para ficar menos tempo longe delas, ontem quando cheguei já fomos almoçar juntos e deixei Gabi na escola.

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Enfim, vale a pena seguir os sonhos e correr atrás do que você quer. Está dando certo comigo, e espero que seja só o comecinho de uma carreira duradoura.

Só mais uma…

Algo que vem acontecendo comigo, as vezes :

Telefone toca.

- Daniel, aqui é “fulano”, tô te ligando pois estou com os projetos do arquiteto “sicrano” e quero fazer umas imagens.

- Só tem um detalhe, estou super atrasado com os prazos e preciso disso urgente e com um precinho camarada pois meu orçamento está limitado.

<EU> – Oi fulano, tudo em paz, como andam as coisas? Bem, já há algum tempo que me desliguei da empresa e estou me dedicando a outra profissão. Não faço mais ilustrações eletrônicas, mas a empresa continua funcionando. Liga para o meu irmão que ele te atende e com certeza fará um trabalho de alta qualidade.

- Ah então tá ótimo, qual o tel dele….?

Essa conversa era algo que eu sonhava, imaginava, queria muito… Em algumas fases da minha vida era tudo que eu queria, pagaria fortunas para ter isso. rsrsrs… agora cheguei lá. Bom, não é?

Não há nada como um “não”, dito com segurança, confiança, tranquilidade…

Por último, uma dica para quem está na região Centro-Oeste e quer aprender fotografia

www.escoladeimagem.com.br

Abraços

Daniel

Notícias de útima hora… muito boas por sinal.

Só para deixar registrado aqui que o trabalho com fotografia está indo bem, e melhor do que eu esperava. Fiz algumas projeções e previsões para esse ano. Agora, em junho já atingi minha meta de casamentos para esse ano, e também a meta financeira, Ainda faltam seis meses para o ano terminar e daqui para a frente tudo já está acima das expectativas. Venho buscando me especializar mais e estou começando a encontrar caminhos para definir meu estilo, abordagem, forma de trabalho, etc. Tem muitas coisas ainda pendentes e que precisam ser melhoradas, algumas bem urgentes, mas estou trabalhando para isso.

No Meu Blog/Site profissional, www.danielnobre.com, acabei de fazer um post com outras duas notícias bem legais e uma dica para quem quer aprender e evoluir na profissão. Passem por lá.

Abraços

Daniel

Lina e Marina.

São duas irmãs, que não podiam ser mais fotogênicas. A Lina tem olhos verdes, a Marina azuis, e as duas só queriam saber de brincar. Perfeito! A primeira foto que está aqui foi a primeira que fiz lá, ainda na casa delas. Logo que vi no LCD já sabia que a sessão seria ótima. A Marina, mais novinha, em alguns minutos já estava toda feliz dançando na frente da árvore de natal. Lina demorou mais para se acostumar comigo, mas logo me esqueceu e foi brincar. Foi ótimo, me diverti, elas se divertiram, e consegui ótimas fotos.

Aqui estão algumas, poucas, fotos da sessão do sábado passado.

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A festa acabou na piscina… Fiquei impressionado com a Lina, que tem apenas 3 anos e nada como um peixe.

Abraços

Daniel

Casamento de Veruska e Fernando

Bem, esse casamento aconteceu em março, no início do ano. Há um bom tempo queria postar as fotos aqui e por um motivo ou outro não fazia. Gostei bastante de fotografar essa festa. Estava como segundo fotógrafo e pude me concetrar bem nos detalhes. Nessa festa aconteceu algo bem interessante. Na chegada a recepção, em um hotel, os noivos subiram para um restaurante para esperar os convidados entrarem e só então iniciar a sessão de retratos formais. Subi com eles no restaurante e ficamos por lá uma meia hora. Eles aproveitaram para ensaiar a valsa, conversaram e relaxaram um pouco. Esse pedaço de tempo rendeu ótimas fotos…Achei a idéia ótima, um momento entre a cerimônia e a recepção, onde os noivos possam conversar, ficar a vontade.

Foi um casamento bem interessante e que rendeu ótimas fotos…

Abraços

Daniel